A ESQUERDA LATINO-AMERICANA E A REVOLUÇÃO CUBANA: APROXIMAÇÕES E DISTANCIAMENTOS ENTRE A DÉCADA DE 1960 E O SÉCULO XXI

Por Rafael Pinheiro de Araujo

RESUMO

A Revolução Cubana, além de marco histórico nas lutas anti-imperialistas e anticoloniais na América Latina, transformou-se também em referência teórica e epistêmica para as esquerdas do continente. Nas últimas duas décadas, o uso de referências ao processo revolucionário cubano tornou-se frequente, tanto na construção da imagem de si dos políticos que encaparam essas vitórias, quanto na construção de mecanismos voltados a integração regional, como atesta, o caso da Venezuela. Neste país, Hugo Chávez criou, um discurso mobilizador e uma autoimagem que enredou memória, história e diferentes temporalidades do continente. Recorrendo a alianças e a um alinhamento político com a ilha caribenha, ele criou mecanismos de cooperação voltados à promoção da integração latino-americana, usando o petróleo como importante moeda articuladora. Discutiremos nesse artigo as estratégias de construção discursiva da imagem de si, implementadas por Chávez, bem como resultados práticos do alinhamento político entre Venezuela e Cuba, destacando, principalmente, ações promotoras da integração latino-americana – elemento herdado das lutas pela libertação do continente no século XIX, mas também componente do sonho idealizado, modernamente, pelos dois chefes de Estado. 

PALAVRAS-CHAVE

Hugo Chávez; Fidel Castro; Integração; Revolução.

Publicado originalmente em: https://www.periodicos.unir.br/index.php/LABIRINTO/article/view/4784/3188

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